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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Coincidências ou não...

HORÓSCOPO PERSONALIZADO
Nome: Luiza Madeira Taves
Data de Nascimento: 13/10/1984
Hora de Nascimento: 16:30:00
Local de Nascimento: Niterói ( RJ )
Trânsito do Dia: 18/02/2009

Ascendente: Áries
Lua: Gêmeos
Elemento: Ar Polaridade: Positivo
Qualidade: Mutável
Período do Trânsito:
Início: 18/02/2009 Fim: 20/02/2009
Título:
Sol em Quadratura com Lua natal

Resumo:
Esse pode ser um momento bem tenso. Nossos atos podem ser impulsivos e imprudentese as emoções tendem a entrar em choque com a vontade. Diante dos problemas, podemos nos sentir divididos em duas personalidades em conflito uma com a outra. Uma delas pode ser facilmente compreendida. É a personalidade consciente, aquela que reconhecemos como sendo "nós próprios". A outra se revela em compulsões inconscientes, em emoções e hábitos inesperados. A primeira é representada pelo Sol; a segunda, pela Lua. A quadratura entre o Sol em trânsito e a Lua natal expressa-se em irritabilidade, tendência para a ansiedade e emotividade excessiva. Essa turbulência interna pode também afetar o mundo exterior. Como o Sol rege figuras de autoridade, podemos reagir de um modo absolutamente emocional contra nosso chefe, por exemplo.A chave para enfrentar esse trânsito é manter o equilíbrio entre a vontade e as emoções.


he he he,
fiquei impressionada com os acertos, nunca acreditei muito nessas coisas de horóscopo, mas sei la... é como diz o ditado, Não Acredito em bruxas, mas que que elas existem, existem...

apavorante a quantidade de acertos...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Comentários sobre lançamento do filme..

Pra falar a verdade eu ainda não assisti ao filme de Matheus, mas fiquei impressionada com a vontade desse garoto, porque sim é um garoto...
acho que me vi um pouco nele, imaginei como seria filmar meu roteiro...transformar aquela idéia que para muitos parecia ser absurda em um curtametragem.
Gostei da parte em que fala que queria fazer um filme de baixo orçamento, mas que não parecesse trash, e que se justificasse isso por ser feito por universitários..

Ah vida toda você luta com pessoas para faze-las entender que alguns pessoas curtem fazer o que gostam, curtem trabalhar com aquilo que querem mesmo que não dê dinheiro...umas dão mais sorte que outras. Para algumas os caminhos se abrem com mais facilidade, mas não é por isso que vamos desistir na primeira dificuldade que encontramos...

estou falando isso, pq há tempos venho percebendo que trabalhar com o que não gosta somente porque dá dinheiro, funciona bem para algumas pessoas mais para outras nem tanto, e pode acabar se tornando um tormento, maior que possa imaginar...
eu me encontro em constante busca pela minha paixão definitiva, se é que isso existe realmente..
me incomodo demais com o fato de não ter nenhuma certeza sobre meus talentos, meus pontos fortes em relação a vida profissional...
Sei que desenvolvi uma paixão, que a muitos olhos parece ser loucura e caprichos de recém formado "perdido"...
mas imagino que não...
Mas, hoje em dia gostar de alguma coisa, não implica em você ser bom nessa coisa, de onde vem o talento? a habilidade? será q vc ja nasce com ele, e ao longo da vida vai desenvolvendo, ou será que é uma coisa que se aprende aos poucos nao tem nada ver com genética...
Desafiei pessoas e idéias para conseguir fazer o que queria e agora estou aqui, praticamente perdida sem saber pra que lado caminhar, será que fiz a escolha certa? será que nao teria sido melhor, escolher uma faculdade de direito ou jornalismo?
Se o meu futuro sou eu quem faço, o que importa se sou engenheira, jornalista, ou enfermeira???

em constante busca...

ENTREVISTA: Matheus Souza - diretor do longa Apenas o Fim



Desde junho, quando eu e Borbs, tivémos o enorme prazer de conhecer Matheus Souza, e de conferir uma versão, ainda não finalizada, de Apenas o Fim, que essa entrevista está nos nossos planos (tanto nos meus, quando nos do Borbs, quanto nos do Matheus), mas a gente resolveu esperar um momento mais propício, pra coisa não vir meio solta, ficar perdida no ar e acabar não impactando ninguém.
O tempo se passou, o filme ficou pronto, aconteceu o que a gente do Judão já previa - o longa é incrível e teve seu reconhecimento,
ganhando uma Menção Honrosa do Júri Oficial e o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Rio - ou seja, aclamado por quem entende do riscado, e também por quem vai ao cinema para prestigiar uma produção (nada melhor que o sucesso vindo dos dois lados!). E agora, que ele já virou uma celebridade (quase mirim, pois tem apenas 20 anos de idade, recém-completados), nada mais propício do que festejar com ele os prêmios vindos da Cidade Maravilhosa, e instigar o público a assistir e quem sabe fazê-lo ganhar o mesmo prêmio na Mostra de Cinema aqui em São Paulo.
A idéia era ser uma entrevista para apresentá-lo ao público, e falar um pouco do filme também… Mas no fim das contas, acabou virando um bate-papo super gostoso, e que você pode acompanhar melhor aqui embaixo…
» Como surgiu a idéia de fazer e estudar cinema?
Matheus: Então, eu sempre quis fazer cinema. Desde que vi meu primeiro filme naquela salinha escura. A Bela e a Fera. Eu acho incrível. Sabe, um bule que canta, um castiçal que canta. Eu achava muito incrível. E eu cresci vendo muitos filmes. Meus pais são separados, e meu pai fala muito pouco. Então, quando ele me buscava pra passar o final de semana na casa dele, antes, passávamos na locadora e alugávamos uns 10 filmes. E esse era o nosso diálogo principal. Fora isso, sempre fui daqueles que ia ao cinema três vezes por semana. E quando acabam os filmes bons, assisto os ruins. E tenho até carinho por muitos filmes ditos ruins. Aí, na hora de decidir o que fazer no vestibular, foi fácil. A questão era só ter coragem de fazer aquilo que eu sempre quis. =D

» Sem falar que deve bater um medinho de contar pros pais, tios, avós que vai fazer algo que “não dá dinheiro”. Tem que sempre ficar nas clássicas, como Medicina, Direito, Engenharia.
Matheus: Ah, com certeza. Por isso eu escolhi a PUC. O curso é, oficialmente, de comunicação social. No terceiro período se escolhe entre cinema, publicidade e jornalismo. Minha mãe queria que eu fizesse jornalismo e meu pai publicidade. Então entrei nessa e fui levando até já estar com um longa em produção e não ter mais volta.
» Boa tática
Matheus: Pois é!
» No cinema, nacional ou não, quem são seus grandes ídolos? Eles acabam sendo influências diretas no seu trabalho, ou você admira, porém quer fazer algo diferente?
Matheus: No nacional, eu gosto muito do Domingos [Oliveira] e do Walter Salles. Quando, numa matéria, me chamaram de “Dominguinhos”, eu fiquei rindo meia hora. Foi muito bacana. E ele me elogiou muito após a sessão do meu filme. Disse que eu sabia onde colocar a câmera. Isso é bárbaro. Depois de ouvir isso, fui ao banheiro do cinema sozinho ficar gritando de felicidade.
» Hahahaha
Matheus: Dos clássicos, acho o Truffaut genial. Fora eles, sou fã declarado de Wes Anderson, Woody Allen, Charlie Kaufman, Richard Linklater e Kevin Smith. E, acredito eu, que são eles que formam o caminho para onde o cinema que faço agora aponta mais diretamente. Digo como inspiração. Não que eu ache que chego perto de algum deles. E eles me ajudam muito. Todos esses do último grupinho que falei não são unanimidades. Todos têm grandes fã-clubes de ódio. O que me fez olhar para as críticas que meu filme recebeu de forma completamente diferente.
» Eu, por sinal, gosto de todos esses também… Hehehe. E geralmente as unanimidades não são tão legais assim…
Matheus: É um saco ser unanimidade.
» É bom ter defeitos e quem não nos curta,né!
Matheus: E nenhum filme é perfeito ou para todos os gostos. Eu percebi isso tudo numa conversa dentro de um ônibus dia desses, com minha namorada.
» Mas é mesmo, se você tentar agradar todo mundo, vai se ferrar e se frustrar. É impossível… Tem é que saber conviver com as críticas, porque elas sempre vão existir
Matheus: E quem quer arranjar algo pra criticar, vai arranjar, sempre tem algo que pode ser criticado e explorado.

» Exatamente… E você é o diretor e roteirista de Apenas o Fim. O filme tem um pouco da história de vida do Matheus, ou é pura ficção que veio na sua cabeça num só estalo?
Matheus: Adoro essa pergunta. Porque o personagem masculino tem feito certo sucesso com moças, então dá muita vontade de dizer que é completamente autobiográfico.
» Hahahaha
Matheus: Mas, bom, não é assim, né? E minha namorada me mata se eu continuar assim espertinho.
» Mas ele é altamente namorável mesmo.
Matheus: Então, acho que é inevitável no primeiro trabalho de um cineasta que se pretende autor, ter bastante da visão dele sobre o mundo na obra, e aspectos da personalidade dele espalhados pelos personagens. Ainda mais pra quem é fã de quem eu sou, né? Então, eu nunca fui abandonado do jeito que o protagonista é. Mas sempre cabe um pouco de mim ali. Era inevitável. Eu até tentei evitar um pouco.

» E como um universitário (que hipoteticamente é sem grana) conseguiu viabilizar um filme tão original e com um elenco de renome, com uma trilha sonora de primeira e diferente de tudo que já se viu?
Matheus: Com amizades e batendo em todas as portas sem desistir. E com criatividade. O filme tinha uma série de limitações, então tivemos que superar tudo com criatividade, o que acaba fazendo bem para o produto final. Não queríamos fazer um filme que levantasse a bandeira do “é de baixo orçamento, é de universitários, então não notem se não for tão bom”. Nos esforçamos para fazer um bom trabalho. Ninguém recebeu pelo filme. Elenco e equipe. Há um ano e meio decidi fazer um longa, escrevi um roteiro possível de ser filmado, chamei meus amigos da faculdade para a equipe, meus amigos do teatro para o elenco, e assim filmamos. Já conhecia a Erika [Mader] e o Gregório [Duvivier] do teatro. Eles já haviam me dirigido como ator. Foi bacana inverter o papel.]
» Hehehe. Quando você pensou o filme, o casting já vinha na sua cabeça junto com as falas ou você primeiro escreveu o roteiro todo pra só depois pensar em quem poderia embarcar no projeto?
Matheus: Eu já escrevi o roteiro pensando na Erika e no Gregório, esperando que eles aceitassem fazê-lo. Quando eles curtiram o roteiro e toparam, foi o primeiro sinal de que tudo podia dar certo.

» Quanto tempo demorou toda a gestação do filme: desde idealização, roteiro, produção e finalização? E quantas pessoas estavam envolvidas no projeto?
Matheus: Comecei a escrever acho que em Junho de 2007. Filmamos em Janeiro de 2008. A estréia foi em Outubro agora. A equipe tinha, inicialmente, 25 pessoas e cresceu um pouco na finalização. Devem ser umas 40 pessoas envolvidas.
» Eu li em algumas matérias que saíram depois que você virou celebridade (hehehe), que você tem outros projetos já exibidos em festivais e afins (esquetes teatrais de sua autoria). Conte um pouco desses projetos menores pra gente?
Matheus: Apenas o fim foi o meu primeiro filme, não apenas meu primeiro longa. Acredita? Sobre as esquetes, são coisas pequenas. De teatro amador. Foi minha iniciação na direção. Foi bem bacana. Eram esquetes. Pra mostras de esquetes. Coisas do Tablado, geralmente, que é um curso de teatro bacana daqui do Rio.
» Sim, o Tablado é bem famoso (pelo menos pra mim, que sempre fiz teatro também).
Matheus: Lá é um ambiente bem legal.
» E além dessas esquetes, qual a sua história de vida com o teatro? Você sonhava em ser ator? Virar global? Galã de Malhação? Hehehe
Matheus: Então, eu entrei no teatro por alguns motivos. Primeiro porque eu era muito tímido. E minha mãe era daquelas que achava que, se o filho é tímido, tem que entrar no teatro, ué. Então, lá fui eu. Fora isso, era um lugar onde eu poderia ter contato com direção de ator. Algo que eu sempre quis conhecer mais. Era um lugar onde eu teria espaço para criação, mais contato com arte, cultura, etc. Aí era só esperar e cavar oportunidades, como essas Mostras de teatro. Eu escrevia minha cena, chamava meus amigos para atuar e corríamos atrás pra dar tudo certo. No teatro eu fui aprendendo várias coisas. Uma vez, escrevi uma cena com vários efeitos especiais mirabolantes. Tinha um dragão que cuspia fogo de verdade (desodorante e isqueiro, HÁ!), balões estourando, fogos de artifício feitos com papéis brilhantes e fio pra tudo quanto é lado. Tudo deu errado.

» Hahahahaha
Matheus: Depois disso aprendi a trabalhar melhor com a simplicidade. Foi uma ótima lição pra lidar com o desafio do Apenas o Fim. E a trabalhar melhor o texto mesmo, que é o que sobra quando o desodorante falha e o dragão pega fogo.
» Hahaha. Agora, se conseguir, tente explicar qual é a sensação de ver o seu 1º filme receber dois prêmios num dos festivais mais renomados do Brasil? E como é ser escolhido como melhor filme pelo público?
Matheus: Ah, eu não sei. Queria muito saber. Eu já até pensei em respostas muito boas pra essa pergunta. Umas eram engraçadas, outras tinham emoção na dose certa. Mas nada ainda parece ser perfeito pra traduzir essa sensação. Mas é surreal você um dia ter uma idéia completamente maluca, que todos dizem que era maluco e 80% não acreditava que daria certo, e cada aspecto do plano, no final das contas, ter se concretizado. E bom, a escolha do público é ótima, né? Um filme é pra ser visto, diz um professor meu. E quem vê é o público. Nós tivemos uma praça favorável, é claro. A estréia foi em casa, digamos assim. Mas eu não tenho 1000 amigos. Na verdade eles são tipo 13. Então parece que o filme foi bem recebido mesmo. E isso é ótimo, me deixa muito feliz.

» Mas qual a sua emoção na hora? Ficou passado? Achava que não era com você? Como foi? Gritou, virou pirueta, cambalhota?
Matheus: Ah, eu fui super fanfarrão. Subi na cadeira do cinema, toda a equipe se abraçou, subi no palco de óculos torto, gravata torta, falei besteira, citei Rocky, um lutador. É o que te disse antes. Nós temos vinte anos e não vamos fingir que não temos.
[EM OFF ANTES DA ENTREVISTA COMEÇAR]
Cena Brasilis: E você? Já caiu a ficha?
Matheus: Caiu nada! Mas acho bom não cair mesmo. Aí eu não fico metido. =D
Cena Brasilis: Eu imagino a sua felicidade. Li em alguns lugares, que vocês subiam de turma e que eram a equipe mais animada.
Matheus: Hahahaha, com certeza! Acho que não é legal fingir que não temos 20 anos. Aquilo era uma festa mesmo. Tinha que aproveitar.
Cena Brasilis: Tão certo vocês
Matheus: Ah, eu fiquei muito feliz… Fiquei em pé na cadeira do cinema, beijei minha namorada no corredor… Só não dei um selinho “prafrentex” na Camila Pitanga.
Cena Brasilis: Hahahaha. Devia ter aproveitado.
Matheus: Pois é. E cara, o mais engraçado foi a Alessandra Negrini aparecendo DO NADA na casa do Gregório [Duvivier], na festa de comemoração que teve depois da premiação.
Cena Brasilis: Jura? Que assaz!
Matheus: Foi muito engraçado.
[ACABA O OFF]

» O que será de Apenas o Fim agora que é quase um “blockbuster nacional”? Já fechou com alguma distribuidora? Já existe uma idéia de quando o filme deverá estrear em circuito nacional?
Matheus: Eu não faço idéia de como as coisas vão ser daqui pra frente. Sei que fechamos com o Grupo Estação para a distribuição. Não sei quando será a estréia ainda, mas creio que seja apenas no ano que vem. Agora, blockbuster nacional é algo bem engraçado. Uma vez eu fiz um cálculo, que não me lembro bem o resultado, mas com o orçamento de Homem-Aranha 3 dava-se para fazer tipo 137.000 Apenas o fim.
» E agora, Matheus Souza já pode dizer que é um homem que vai viver ($$$) do Cinema Nacional, ficar milionário e ser seqüestrado?
Matheus: Quanto ao viver de cinema, é o que vou tentar, né? Espero que dê certo. Espero que as previsões das pessoas esteja certa e que eu consiga seguir minha carreira. Li uma crítica que falava meio mal do filme (adoro ler críticas), de um blog qualquer, que dizia que eu devia ter uma carreira satisfatória. Se eu tiver isso, já está ótimo. Quanto ao ficar milionário, aí já acho meio difícil. E quanto ao ser seqüestrado, ainda estou analisando propostas.
» Hahaha. Agora que as coisas deram mais certo do que você poderia supôr, quais sãos seus novos projetos (se é que eles já existem)? E são modestos ou megalomaníacos?
Matheus: Eu tenho uns três roteiros de longas meio que prontos. Em diferentes níveis de produção. Tem um que é megalomaníaco, outro que é no nível Apenas o Fim de produção e outro que é meio termo. Tenho também um piloto de uma série e uma peça de teatro. Agora estou só esperando oportunidades e propostas. É muito difícil escolher o segundo filme. É aquele que vai acabar dando razão pra quem falou bem ou pra quem falou mal de mim. É pressão semelhante ao do segundo disco de uma banda que estourou. Pelo menos na minha cabeça, é claro. Não esperam tanto pelo meu segundo filme quanto esperaram pelo segundo álbum do Killers, mas bom… Faz parte do imaginário da cultura pop exagerar sensações e tentar se sentir parte disso.
» Hahaha. Mas o pior é que é mesmo, se você fizer sucesso de novo, os que falaram bem vão reforçar: “eu disse que ele era bom!”. E se for mal, os que meteram o pau vão dizer: “tá vendo, eu disse que ñ era grandes coisas”Matheus: Pois é. Acho que, no final das contas, não importa tanto se será bom ou não, pra quem quer falar mal de qualquer jeito.
» Ah isso é fato. Agora vai uma pergunta difícil: qual “o” filme da sua vida? E se por ventura ele não for nacional - qual o seu nacional predileto?
Matheus: Vish, isso é difícil demais. Tem mesmo que escolher só um?
» Tá, vou deixar fechar em três.
Matheus: Ok, três filmes internacionais que mudaram minha vida: Rushmore, Brilho Eterno [de uma Mente Sem Lembranças] e… O terceiro é complicado. Eu diria Poucas e boas, porque foi o primeiro do Woody [Allen] que eu assisti na minha vida. Ou talvez Encontros e desencontros. Sem contar com Jules e Jim, é claro. Há, tô roubando! Ok, vou fechar os três, um segundo só. Mas como deixar Amy fora da lista também? Bom, vou dizer só um então pra ser injusto com todos logo de uma vez só. Brilho Eterno mudou minha vida. E brasileiro, bom… Eu posso dizer que Apenas o Fim mudou minha vida também.

» Hahaha. Esse não vale (mas Apenas o Fim tá nos meus TOP 10. =]
Matheus: Óuuuuun. Que honra. Assim como Uma Escola Atrapalhada me emociona até hoje. A cena do Didi sendo confundido com um mendigo pela namorada dele, no final, é tristíssima.
» Jura? Pensei que era só eu que achava isso.
Matheus: Aquilo é muito triste, né?
» Sim, o filme é todo fofo. Pra mim o melhor d’Os Trapalhões
Matheus: Sim sim, é meu favorito deles também. Fora que, Supla e Angélica fazendo par romântico é algo antológico.
» Pois é. E é o 1º filme do Selton Mello. Isso é histórico - hehehe
Matheus: Mas bom, vou parar de ser tosco, já que é pra falar só um. Acho que Terra em transe.
» Ó. Escolha de responsa.
Matheus: Né? Eu acho muito bom.
» Qual a sua visão do panorama atual do Cinema Nacional? Cite alguns nomes que você acha que devemos prestar uma atenção especial (seja ator, diretor, produtor, roteirista etc.).
Matheus: O Brasil tá num momento com ótimos nomes.

» Siiiiim. Matheus Souza, por exemplo. Hehehe
Matheus: Esse Matheus Souza é só um rostinho bonito, não se engane!O Belmonte, que ganhou os prêmios de roteiro e melhor filme no Festival, é muito criativo e faz cinema de um jeito original e eficiente. Eu gosto muito do Beto Brant, sou fãzaço. Eu gosto do cinema de humor pop do Domingos [Oliveira], [Jorge] Furtado e Guel Arraes.
» E essa é só por curiosidade mesmo, você conseguiu assistir seus concorrentes no Festival do Rio, né?
Matheus:Assisti sim. Achei justa a vitória do Se Nada Mais Der Certo. É um ótimo filme. Foi o favorito da maioria dos meus amigos.
» E qual deles você gostou mais? Se não fosse o seu, em qual você como público votaria?
Matheus: Não sei, mas eu adorei o Feliz Natal.
» Eu não vi ainda… =/
Matheus: O talento do Selton [Mello], pra qualquer coisa que ele faz no cinema, é algo assustador. Achei uma pena ele não ter ganho de diretor. E o filme é mto bom. Tem assinatura ali. Ele mostra que pode virar um bom diretor autor. E ele foi super simpático comigo.Me deu até um CD da trilha do filme dele de presente. Me deu um susto no meio de uma festa. Daqueles tipo “Bú!”, sabe? Eu tava passando e ele gritou “CABOCLO!”.
» Hahaha. Imagino. É muito a cara dele, adoro coletivas com ele. Ele é figuraça… Mas voltando pro nosso foco, porque agora você é celebridade e eu tô tomando muito o seu tempo. Na última década o nosso cinema abriu o leque, diversificando bastante os temas das produções. Qual (is) filme (s) você acha que é um marco do nosso cinema na década de 2000?
Matheus: Então… Eu quero tanto ser criativo e não falar Cidade de Deus ou Tropa de Elite. Eu acho que marco, marco mesmo, o Cidade de Deus é o grande, não tem como negar. É o encontro entre público, crítica e sucesso internacional. Foi o filme que ditou uma moda, dos filmes-favela-violência, que foi indicado ao Oscar, que foi sucesso de público, e é um bom filme.
» Sem dúvida
Matheus: É um ótimo filme aliás.
» Eu também adoro.
Matheus: É importante porque deu um gás internacional para o Brasil também.
» Certeza. Bom, então só pra finalizar, quais os rumos que você espera para o cinema nacional? O que você acha que precisa ser feito para popularizar o nosso cinema e fazê-lo brigar um pouco mais de perto com as produções hollywoodianas?
Matheus: Eu acho que tem que botar mais gostosas, carros e tiros.
» Hauahauahaua
Matheus: Não, brincadeira. Eu não sei, sinceramente. Acho que não estamos num mal caminho não. Eu não sei qual caminho deve ser seguido. Acho que qualquer opinião que eu possa dar agora, não seria a opinião de alguém que sabe muito sobre o assunto ou que analisou a situação por inteiro. Há uma grande preocupação de fazer um cinema com brasilidade, que represente a indentidade nacional. Acho isso importantíssimo, mas não precisa ser seguido de forma tão radical.
» Ah sim, nenhum radicalismo é legal, na verdade.
Matheus: Acho que não tenho muito a adicionar sobre isso, sinceramente. E vou ser criticado se der qualquer opinião mais dura.

» Pra acabar, despesa-se, faça seu jabá, e por favor, sem: beijo, me liga. =D
Matheus: Opa, tudo certinho? Assista Apenas o Fim na Mostra de São Paulo e em qualquer outra oportunidade futura (Cannes, qualquer dia tamo aí), e eu prometo te dar um abraço e uma Halls na sessão. É só me procurar e pedir. Inté!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

sobre notebook...

Eu fico imaginando como seria se pudéssemos viver um grande amor como esse do filme, que resistisse ao tempo, e as marcas da vida...aliás a questão não nem essa, está muito mais voltada para os tempos atuais..será que hoje em dia um amor resistiria a tanto tempo ou há tantas contravenções?

Para românticos assumidos como eu, acredito que quando se encontra alguém realmente especial que complete você em todos os sentindos, que seja companheiro (a), especial, destemido (a), engraçado (a)...é possível sim..claro que ninguém é perfeito, e aprendemos a conviver e até achar lindo os defeitos do outro, assim como acontece com os personagens do filme, brigar, discutir e se entender fazia parte do universo deles...
acontece que queremos sempre mais, enquanto estamos na fase da conquista, nos desempenhamos em cumprir papéis que na maioria das vezes nem foram escritos para nós,conforme o tempo vai passando, e vamos tomando liberdade e a tal da intimidade aparece...as pessoas se descuidam..tudo aquilo que parecia ser essencial para os dois no começo do relacionamento, passa a ser descartado na primeira oportunidade.
E ai começam a acontecer as DR's constantes..as brigas, os desentendimentos...E colocamos na maioria das vezes toda a culpa na Rotina, e no outro.Porque naquele momento ele deixou de ser especial para nós, porque quando olhamos para ele(ela) tudo que vemos são os defeitos, as angústias, os traços da velhice estampados no rosto. Esquecemos de lembrar do principal, que um dia aquela pessoa nos fez sorrir, fez nosso coração bater tão forte e tão rápido que quase saia pra fora do peito,nos fez sentir o quanto especial nós fomos...
acho que por isso, que o amor de hoje é um amor passageiro,é um amor de "verão". Nos sentimos apaixonados num momento e no estante seguinte já estamos saturados de tudo, e querendo um novo recomeço..
Esse filme me fez refletir sobre uma série de coisas, sobre o amor, que antes nunca tivera pensado. Me fez pensar sobre as diferentes relações amorosas, e o quanto elas podem "pesar" em nossas vidas..

Eu recomendo esse filme a todos que mesmo sem estar em busca de um grande amor, queiram sentir mesmo que por algumas horas. O quanto é bom se sentir querido por alguém..

Aos pequenos grandes momentos...
que durem para sempre...

O Diário de uma Paixão...











Diário de uma Paixão - The Notebook - Nick Cassavets
Um diário relembra os momentos de uma grande paixão vivida por uma mulher, que agora está internada em um asilo. Dirigido por Nick Cassavetes (Um Ato de Coragem) e com James Garner, Gena Rowlands, Joan Allen e James Marsden no elenco.
Ficha Técnica
Título Original: The NotebookGênero: RomanceTempo de Duração: 121 minutos Ano de Lançamento (EUA): 2004Site Oficial: www.thenotebookmovie.com
Estúdio: New Line Cinema / Gran Via / Avery Pix Distribuição: New Line Cinema / Warner Bros. Direção: Nick Cassavetes
Roteiro: Jeremy Leven, baseado em livro de Nicholas Sparks Produção: Lynn Harris e Mark Johnson Música: Aaron Zigman Fotografia: Robert Fraisse Desenho de
Produção: Sarah Knowles Direção de Arte: Scott Rittenour
Figurino: Karyn Wagner Edição: Alan Heim Efeitos Especiais: Custom Film Effects / Bob Shelley's Special Effects International Inc. ElencoJames Garner (Noah Calhoun)Gena Rowlands (Allie Hamilton) Rachel McAdams (Allie Hamilton - jovem)Ryan Gosling (Noah Calhoun - jovem)Joan Allen (Mãe de Allie)Heather Wahlquist (Sara Tuffington)Elizabeth Bond (Secretária)Jamie Brown (Martha Shaw)Nancy De Mayo (Mary Allen Calhoun)Jennifer Echols (Enfermeira Irene)Sylvia Jefferies (Rosemary)Eve Kagan (Ellen)Meredith Zealy (Maggie Calhoun) James Marsden (Lon Hammond Jr.) Sam Shepard
Sinopse
Numa clínica geriátrica, Duke, um dos internos que relativamente está bem, lê para uma interna (com um quadro mais grave) a história de Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling), dois jovens enamorados que em 1940 se conheceram num parque de diversões.
Eles foram separados pelos pais dela, que nunca aprovaram o namoro, pois Noah era um trabalhador braçal e oriundo de uma família sem recursos financeiros. Para evitar qualquer aproximação, os pais de Alie a mandam para longe. Por um ano Noah escreveu para Allie todos os dias mas não obteve resposta, pois a mãe (Joan Allen) dela interceptava as cartas de Noah para a filha. Crendo que Allie não estava mais interessada nele, Noah escreveu uma carta de despedida e tentou se conformar. Alie esperava notícias de Noah, mas após 7 anos desistiu de esperar ao conhecer um charmoso oficial, Lon Hammond Jr. (James Marsden), que serviu na 2ª Grande Guerra (assim como Noah) e pertencia a uma família muito rica. Ele pede a mão de Allie, que aceita, mas o destino a faria se reencontrar com Noah. Como seu amor por ele ainda existia e era recíproco, ela precisa escolher entre o noivo e seu primeiro amor.